Knowledge evolves when it is shared!
A Internet é o lugar onde você tem que fazer acontecer, por isso o DO é mais importante que o PERFECT, quando você cria uma startup ou planeja criar um novo produto o mais importante é você fazer esse produto, primeiro criar ele simples e funcional, com a quantidade mínima de funcionalidades que transmite qual é o objetivo do produto.
O erro muito comum é o “achismo”, o produto começa a ser criado e desenvolvido, e derrepente entra o PERFECT e as coisas perdem o rumo, ou seja, a tendência natural é que as pessoas tentem criar complexidades desnecessárias e começar a achar pelo usuário, “ah o usuário vai gostar disso”, “essa funcionalidade é muito importante”, “não tem como lançar sem isso ou aquilo”, claro que tem como lançar e colocar o produto em produção sem esses itens, afinal geralmente esses itens são perfumaria e não transmitem a essência do produto e também não transmitem qual é o objetivo do produto.
O PERFECT também gera um problema na equipe de desenvolvimento, e gera um desgaste emocional, por que se trabalha por um longo período e não se vê resultados reais, das pessoas utilizando e usufruindo do produto.
Por isso que é o melhor caminho é o DO, você faz o mais simples possível, coloca o produto em produção, aprende com ele, vê o que os usuários querem mais, vai melhorando, progredindo naturalmente, e quando você ver você atingiu o PERFECT, mas atingiu o PERFECT com algo que já está funcionando e recebendo feedback dos seus usuários.
O lema é “Melhor pronto do que perfeito”.
Não é um lema aceito por todas as empresas, principalmente pela questão da cultura que elas carregam.
Já havia postado a versão inglês aqui no blog, agora segue a versão em português.
Curitiba não tem muitos desenvolvedores em Ruby on Rails.
E o cenário de inovação e startups lá está caminhando, mas não temos muitas empresas surgindo por lá.
Em Curitiba eu já estudei nas seguintes universidades: Universidade Positivo, UTFPR e PUCPR. Fazendo graduação e pós-graduação nessas universidades, eu sempre tive uma crítica muito forte a respeito das universidades em Curitiba, elas preparam os alunos para as grandes corporações como HSBC, GLT, GVT e outras, que usam tecnologias como Java e C#, mas raramente falam de tecnologias emergentes como Ruby, Python e outras, e raramente preparam os alunos para inovação e empreendedorismo tecnológico. Claro que existem pós-graduações em Empreendedorismo tecnológico e inovação tecnológica.
Outro fator em Curitiba é a questão de salários, os salários em Curitiba são medianos na área de tecnologia, por exemplo um ótimo desenvolvedor no regime CLT deve receber em torno de R$ 3.500,00 e se for no regime PJ em torno de R$ 5.000,00. Esse salário não é atrativo para um desenvolvedor com excelência, então é comum você ver os desenvolvedores migrando pra outros polos como São Paulo, Rio de Janeiro e outros muito bons indo para São Francisco.
Outro fator importante é que a cidade precisa ter eventos de tecnologia, é necessário ter essa cultura, pessoas e empresas incentivando esses eventos, em Curitiba eles caminham de forma muito lenta.
É importante é que o lugar tenha a cultura nerds e tenha interação entre essas pessoas, porque são essas pessoas que vão construir o cenário local e influenciar outras pessoas.
Por exemplo eu trabalhei durante quase 2 anos na Siemens Enterprise Communications, uma grande multinacional em Curitiba, acabei indo para uma multinacional pelo fato de não ter nenhuma outra empresa que eu ache-se interessante de trabalhar em Curitiba, que tivesse um ambiente inovador, dinâmico, com pessoas transpirando tecnologia e usando tecnologias interessantes. Curitiba está pobre de empresas com ambiente legal e projetos interessantes, inovando e usando tecnologias emergentes.
Eu morei por 27 anos em Curitiba, e faz 1 mês que eu me mudei para o Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro está vivendo uma bolha de internet e startups, está se tornando um polo muito forte de desenvolvimento web, tem muita gente boa aqui, do Brasil inteiro.
Tem muitos eventos de tecnologia acontecendo no Rio de Janeiro, tem muitos investidores também, e várias startups estão surgindo e aqui, e muitas outras estão migrando pra cá. Por exemplo o Peixe Urbano.
Comparando Curitiba e o Rio de Janeiro, eu diria que:
Essa é uma opinião extremamente pessoal, baseada na minha experiência de vida em Curitiba.
Já faz 1 mês que eu me mudei para o Rio de Janeiro. É incrível como o ritmo de vida aqui é mais acelerado e as coisas acontecem muito mais.
O Rio de Janeiro está vivendo um boom de tecnologia, a quantidade de startups aqui é cada vez maior, e a qualidade dos profissionais presentes na cidade é ótima. Temos pessoas de todo Brasil aqui, querendo inovar e fazer a diferença de alguma forma para a sociedade.
O Rio de Janeiro já está sendo comparado ao Vale do Silício, o mesmo ecossistema está surgindo aqui. De um lado nós temos muitos profissionais de tecnologia, e do outro lado muitos investidores querendo injetar dinheiro em empresas que serão sucesso nos próximos anos.
A cidade em sí contribuem para essa atmosfera, é uma cidade que transpira cultura, entretenimento e por consequência inovação.
Já que a inovação é juntar as peças do quebra-cabeça, é conectar os pontos e perceber que a inovação estava ali, esperando só alguem perceber e revelar ela para o mundo.
Hoje eu li até uma material super interessante sobre esse cenário carioca: http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/negocios-digitais-rio-692739.shtml.
“Ter foco é dizer não”.
Estou lendo o livro A Cabeça de Steve Jobs, é uma das partes que eu mais me chamou atenção até agora foi a parte de “Ter foco é dizer não”.
Hoje em dia nós vivemos com muitas coisas que nós tiram o foco, que nós fazem perder o rumo e muitas vezes achamos que essas coisas são distraições ou lazares para desocupar a mente. Se não ficarmos alerta acabamos sendo menos produtivos, perdemos o foco do que realmente importa e começamos a seguir “a maré”.
Dizer não, por mais difícil que seja, faz parte do processo de ter foco.
Os objetivos tem que estar muito claros, porque vão aparecer uma série de coisas e fatores na tentativa de tirar o foco do objetivo final e fazer ele não acontecer.
E nesse ponto na arte de dizer “não” que nós vemos a diferença entre as pessoas “que querem fazer a diferença” e as pessoas “que vão fazer a diferença“.
O “não” faz parte do processo de inovação.
Facebook mudou o comportamento humano, com a personificação do eu, é uma situação muito ambivalente e, consequentemente, um fenômeno curioso dessa pessoa solitária numa multidão de solitários. Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo. De que há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis para uma vida satisfatória, recompensadora e relativamente feliz. Um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz, você não consegue ter uma vida digna na ausência de um deles, certo? Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos, incapacidade de fazer nada, planejar nada, nem mesmo sonhar com isso. Então, você precisa dos dois. Entretanto, o problema, é que ninguém ainda, na história e no planeta, encontrou a fórmula de ouro, a mistura perfeita de segurança e liberdade. Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Não há outra maneira. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da sua segurança. Então, você ganha algo e você perde algo.
Zygmunt Bauman.
Esse ano (2012) eu comecei a fazer pós-graduação em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação na UTFPR.
E em uma aula de metodologia de pesquisa eu aprendi uma coisa que me fez pensar muito em como inovar e como ser inovador. E eu só aprendi isso porque fiquei até o final da aula excluído fotos antigas do meu Facebook, nós últimos 10 minutos o professor falou as coisas mais importantes que eu deveria escutar, ele abriu os meus olhos e ouvidos de “Como Inovar”.
Muitas pessoas pensam que focar na parte técnica ou no conhecimento específico é o caminho para inovar, mas o insight que eu tive é totalmente contrário a isso. Na verdade eu penso que a inovação está por aí “flutuando” esperando alguém juntar todas as peças do quebra-cabeça para conseguir criar a próxima inovação.
Deixe me explicar melhor, o conhecimento, os problemas e as necessidades estão por aí, elas estão na expressão das pessoas na internet, na expressão das pessoas em jornais e revistas, em livros de assuntos quaisquer, em peças de teatros, em exposições, nas músicas e nos mais variados lugares.
Para juntar as peças do quebra-cabeça e se tornar uma pessoa inovadora você precisa imergir na cultura, na cultura de:
Então se pararmos para analisar na verdade a inovação está realmente por aí esperando nós encontramos as peças do quebra-cabeça e criar a próxima inovação, que pode mudar, ajudar e criar um outro padrão de comportamento e vida para as pessoas.
É como se todo o conhecimento necessário estivesse por aí, esperando você coletar as informações certas e unir elas.
Se você parar para pensar vai ver que isso é uma verdade, um exemplo disso é o Wikipedia, a ideia surgiu quando uma pessoa estava lendo o livro: “O Guia do Mochileiro das Galaxias”, nesse livro há uma parte que fala de um lugar que tem armazenado todo o conhecimento humano e onde você pode consultar as informações. Jimmy Wales, criador do Wikipedia, teve a habilidade de juntar as peças desse quebra-cabeça e criar algo inovador, que realmente mudou a forma como as pessoas pesquisam os mais variados assuntos na internet.
Então para ser inovador, você deve viver, deve aproveitar a vida, apreciar cada coisa e por consequência você vai consegui criar inovação.